Publicações para "empresas"

Qual a diferença entre “ganhar dinheiro” e “fazer dinheiro”?

Conheci o livro a Revolta de Atlás de Ayn Rand através do relato de Ricardo Jordão descrevendo a importância que o livro teve em sua vida, não pude deixar de comprar e ler.

A Revolta de Atlás é considerado o 2º livro mais influente na cultura americana, atrás somente da Bíblia. Mesmo mais de 50 anos após ser escrito, o livro continua na lista dos mais vendidos nos EUA, 33ª posição no ranking da Amazon em 2009. São mais de 1200 páginas “envolventes e muito enriquecedoras”.

Estou apenas chegando a metade e estou fascinado com a história, ideias e mensagens descritas no livro. Recentemente li o trecho em que ocorre o casamento de James Taggart, onde o celebre, milionário e conhecido como playboy Francisco D’Anconia é questionado por um dos presentes na festa:

– Sr. D’Anconia, o que acha que vai acontecer com o mundo?

– Exatamente o que ele merece.

– Ah, mas como o senhor é cruel!

– A senhora não acredita na lei moral, madame? – perguntou Francisco, muito sério. – Eu acredito.

Rearden ouviu Bertram Scudder, que estava fora do grupo, dizer a uma moça que emitira algum som que traduzia indignação:

– Não se incomode com ele. Sabe, o dinheiro é a origem de todo o mal, e ele é um produto típico do dinheiro.

Rearden achou que Francisco não deveria ter ouvido o comentário, porém o viu se virar para eles com um sorriso muito cortês.

A partir daí inicia um dos melhores discursos que já li, onde D’Anconia fala sobre a origem do dinheiro, o seu papel e importância na sociedade. Raramente paramos para pensar sobre o papel do dinheiro e principalmente sobre o nosso papel como sujeito, no discurso podemos entender a diferença entra a mentalidade de muitos em “ganhar dinheiro”, enquanto o mentalidade ideal  seria “gerar dinheiro”. O trecho também nos ajuda a responder a tão conhecida pergunta “Dinheiro trás felicidade?”.

Abaixo segue o discurso completo de Francisco D’Anconia no Livro, o trecho é extenso para o blog mas vale a pena a leitura:

– Então o senhor acha que o dinheiro é a origem de todo o mal? O senhor já se perguntou qual é a origem do dinheiro? O dinheiro é um instrumento de troca, que só pode existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzi-los. O dinheiro é a forma material do princípio de que os homens que querem negociar uns com os outros precisam trocar um valor por outro. O dinheiro não é o instrumento dos pidões, que pedem produtos por meio de lágrimas, nem dos saqueadores, que os levam à força. O dinheiro só se torna possível através dos homens que produzem. É isto que o senhor considera mau? Quem aceita dinheiro como pagamento por seu esforço só o faz por saber que ele será trocado pelo produto de esforço de outrem. Não são os pidões nem os saqueadores que dão ao dinheiro o seu valor. Nem um oceano de lágrimas nem todas as armas do mundo podem transformar aqueles pedaços de papel no seu bolso no pão de que você precisa para sobreviver. Aqueles pedaços de papel, que deveriam ser ouro, são penhores de honra; por meio deles você se apropria da energia dos homens que produzem. A sua carteira afirma a esperança de que em algum lugar no mundo a seu redor existem homens que não traem aquele princípio moral que é a origem do dinheiro. É isso que o senhor considera mau?

– Já procurou a origem da produção? Olhe para um gerador de eletricidade e ouse dizer que ele foi criado pelo esforço muscular de criaturas irracionais. Tente plantar um grão de trigo sem os conhecimentos que lhe foram legados pelos homens que foram os primeiros a fazer isso. Tente obter alimentos usando apenas movimentos físicos, e descobrirá que a mente do homem é a origem de todos os produtos e de toda a riqueza que já houve na terra.

– Mas o senhor diz que o dinheiro é feito pelos fortes em detrimento dos fracos? A que força se refere? Não é à força das armas nem dos músculos. A riqueza é produto da capacidade humana de pensar. Então o dinheiro é feito pelo homem que inventa um motor em detrimento daquele que não o inventaram? O dinheiro é feito pela inteligência em detrimento dos estúpidos? Pelos capazes em detrimento dos incompetentes? Pelos ambiciosos em detrimento dos preguiçosos? O dinheiro é feito – antes de poder ser embolsado pelos pidões e pelos saqueadores – pelo esforço honesto de todo homem honesto, cada um na medida de sua capacidade. O homem honesto é aquele que sabe que não pode consumir mais do que produz. Comerciar por meio do dinheiro é o código dos homens de boa vontade. O dinheiro baseia-se no axioma de que todo homem é proprietário de sua mente e de seu trabalho. O dinheiro não permite que nenhum poder prescreva o valor do seu trabalho, senão a escolha voluntária do homem que está disposto a trocar com você o trabalho dele. O dinheiro permite que você obtenha em troca dos seus produtos e do seu trabalho aquilo que esses produtos e esse trabalho valem para os homens que os adquirem, e nada mais que isso. O dinheiro só permite os negócios em que há benefício mútuo segundo o juízo das partes voluntárias.

– O dinheiro exige o reconhecimento de que os homens precisam trabalhar em benefício próprio, e não em detrimento de si próprio; para lucrar, não para perder; de que os homens não são bestas de carga, que não nascem para arcar com o ônus da miséria; de que é preciso oferecer-lhes valores, não dores; de que o vínculo comum entre os homens não é a troca de sofrimento, mas a troca de bens. O dinheiro exige que o senhor venda não a sua fraqueza à estupidez humana, mas o seu talento à razão humana; exige que o senhor compre não o pior que os outros oferecem, mas o melhor que o seu dinheiro pode comprar. E, quando os homens vivem do comércio – com a razão e não à força, como árbitro irrecorrível –, é o melhor produto que sai vencendo, o melhor desempenho, o homem de melhor juízo e maior capacidade – e o grau da produtividade de um homem é o grau de sua recompensa. Este é o código da existência, cujo instrumento e símbolo é o dinheiro. É isto que o senhor considera mau?

– Mas o dinheiro é só um instrumento. Ele pode levá-lo aonde o senhor quiser, mas não pode substituir o motorista do carro. Ele lhe dá meios de satisfazer seus desejos, mas não lhe cria desejos. O dinheiro é o flagelo dos homens que tentam inverter a lei da causalidade – os homens que tentam substituir a mente pelo seqüestro dos produtos da mente. O dinheiro não compra felicidade para o homem que não sabe o que quer; não lhe dá um código de valores se ele não tem conhecimento a respeito de valores, e não lhe dá um objetivo, se ele não escolhe uma meta. O dinheiro não compra inteligência para o estúpido, nem admiração para o covarde, nem respeito para o incompetente. O homem que tenta comprar o cérebro de quem lhe é superior para servi-lo, usando dinheiro para substituir seu juízo, termina vítima dos que lhe são inferiores. Os homens inteligentes o abandonam, mas os trapaceiros e vigaristas correm a ele, atraídos por uma lei que ele não descobriu: o homem não pode ser menor do que o dinheiro que ele possui. É por isso que o senhor considera o dinheiro mau? Só o homem que não precisa da fortuna herdada merece herdá-la – aquele que faria sua fortuna de qualquer modo, mesmo sem herança. Se um herdeiro está à altura de sua herança, ela o serve; caso contrário, ela o destrói. Mas o senhor diz que o dinheiro corrompeu. Foi mesmo? Ou foi ele que corrompeu seu dinheiro? Não inveje um herdeiro que não vale nada; a riqueza dele não é sua, e o senhor não teria tirado melhor proveito dela. Não pense que ela deveria ser distribuída; criar cinqüenta parasitas em lugar de um só não reaviva a virtude morta que criou a fortuna. O dinheiro é um poder vivo que morre quando se afasta de sua origem. O dinheiro não serve à mente que não está a sua altura. É por isso que o senhor o considera mau?

– O dinheiro é o seu meio de sobrevivência. O veredicto que o senhor dá à fonte de seu sustento é o veredicto que o senhor dá à sua própria vida. Se a fonte é corrupta, o senhor condena a sua própria existência. O seu dinheiro provém da fraude? Da exploração dos vícios e da estupidez humana? O senhor o obteve servindo aos insensatos, na esperança de que eles lhe dessem mais do que sua capacidade merece? Baixando seus padrões de exigência? Fazendo um trabalho que o senhor despreza para compradores que o senhor não respeita? Neste caso, o seu dinheiro não lhe dará um momento sequer de felicidade. Todas as coisas que o senhor adquirir serão não um tributo ao senhor, mas uma acusação; não uma realização, mas um momento de vergonha. Então o senhor dirá que o dinheiro é mau. Mau porque ele não substitui seu amor-próprio? Mau porque ele não permite que o senhor aproveite e goze sua depravação? É este o motivo de seu ódio ao dinheiro? O dinheiro será sempre um efeito, e nada jamais o substituirá na posição de causa. O dinheiro é produto da virtude, mas não dá virtude nem redime vícios. O dinheiro não lhe dá o que o senhor não merece, nem em termos materiais nem em termos espirituais. É este o motivo de seu ódio ao dinheiro? Ou será que o senhor disse que é o amor ao dinheiro que é a origem de todo o mal?

– Amar uma coisa é conhecer e amar a sua natureza. Amar o dinheiro é conhecer e amar o fato de que o dinheiro é criado pela melhor força que há dentro do senhor, a sua chave-mestra que lhe permite trocar o seu esforço pelo esforço dos melhores homens que há. O homem que venderia a própria alma por um tostão é o que mais alto brada que odeia o dinheiro – e ele tem bons motivos para odiá-lo. Os que amam o dinheiro estão dispostos a trabalhar para ganhá-lo. Eles sabem que são capazes de merecê-lo. Eis uma boa pista para saber o caráter dos homens: aquele que amaldiçoa o dinheiro o obtém de modo desonroso; aquele que o respeita o ganha honestamente. Fuja do homem que diz que o dinheiro é mau. Essa afirmativa é o estigma que identifica o saqueador, assim como o sino indicava o leproso. Enquanto os homens viverem juntos na terra e precisarem de um meio para negociar, se abandonarem o dinheiro, o único substituto que encontrarão será o cano do fuzil.

– O dinheiro exige do senhor as mais elevadas virtudes, se o senhor quer ganhá-lo ou conservá-lo. Os homens que não têm coragem, orgulho nem amor-próprio, que não têm convicção moral de que merecem o dinheiro que têm e não estão dispostos a defendê-lo como defendem suas próprias vidas, os homens que pedem desculpas por serem ricos – esses não vão permanecer ricos por muito tempo. São presa fácil para os enxames de saqueadores que vivem debaixo das pedras durante séculos, mas que saem do esconderijo assim que farejam um homem que pede perdão pelo crime de possuir riquezas. Rapidamente eles vão livrá-lo dessa culpa. Então o senhor verá a ascensão dos homens que vivem uma vida dupla – que vivem da força, mas dependem dos que vivem do comércio para criar o valor do dinheiro que eles saqueiam. Esses homens vivem pegando carona com a virtude. Numa sociedade onde há moral eles são os criminosos, e as leis são feitas para proteger os cidadãos contra eles. Mas quando uma sociedade cria uma categoria de criminosos legítimos e saqueadores legais – homens que usam a força para se apossar da riqueza de vítimas desarmadas – então o dinheiro se transforma no vingador daqueles que o criaram. Tais saqueadores acham que não há perigo em roubar homens indefesos, depois que aprovam uma lei que os desarme. Mas o produto de seu saque acaba atraindo outros saqueadores, que os saqueiam como eles fizeram com os homens desarmados. E assim a coisa continua, vencendo sempre não o que produz mais, mas aquele que é mais implacável em sua brutalidade. Quando o padrão é a força, o assassino vence o batedor de carteiras. E então esta sociedade desaparece, em meio a ruínas e matanças.

– Quer saber se este dia se aproxima? Observe o dinheiro. O dinheiro é o barômetro da virtude de uma sociedade. Quando há comércio não por consentimento, mas por compulsão – quando para produzir é necessário pedir permissão a homens que nada produzem – quando o dinheiro flui para aqueles que não vendem produtos, mas influencia – quando os homens enriquecem mais pelo suborno e favores do que pelo trabalho, e as leis não protegem quem produz de quem rouba, mas quem rouba de quem produz – quando a corrupção é recompensada e a honestidade vira um sacrifício – pode ter certeza de que a sociedade está condenada. O dinheiro é um meio de troca tão nobre que não entra em competição com as armas e não faz concessões à brutalidade. Ele não permite que um país sobreviva se metade é propriedade, metade é produto de saques. Sempre que surgem destruidores, a primeira coisa que eles destroem é o dinheiro, pois o dinheiro protege os homens e constitui a base da existência moral. Os destruidores se apossam do ouro e deixam em troca uma pilha de papel falso. Isto destrói todos os padrões objetivos e põe os homens nas mãos de um determinador arbitrário de valores. O dinheiro era um valor objetivo, equivalente à riqueza produzida. O papel é uma hipoteca sobre riquezas inexistentes, sustentado por uma arma apontada para aqueles que têm de produzi-las. O papel é um cheque emitido por saqueadores legais sobre uma conta que não é deles: a virtude de suas vítimas. Cuidado que um dia o cheque é devolvido, com o carimbo: ’sem fundos’.

– Se o senhor faz do mal o meio de sobrevivência, não é de se esperar que os homens permaneçam bons. Não é de se esperar que eles continuem a seguir a moral e sacrifiquem suas vidas para proveito dos imorais. Não é de se esperar que eles produzam, quando a produção é punida e o saque é recompensado. Não pergunte quem está destruindo o mundo: é o senhor. O senhor vive no meio das maiores realizações da civilização mais produtiva do mundo e não sabe por que ela está ruindo a olhos vistos, enquanto o senhor amaldiçoa o sangue que corre pelas veias dela – o dinheiro. O senhor encara o dinheiro como os selvagens o faziam, e não sabe por que a selva está brotando nos arredores das cidades. Em toda a história, o dinheiro sempre foi roubado por saqueadores de diversos tipos, com nomes diferentes, mas cujo método sempre foi o mesmo: tomar o dinheiro à força e manter os produtores de mãos atadas, rebaixados, difamados, desonrados. Esta afirmativa de que o dinheiro é a origem do mal, que o senhor pronuncia com tanta convicção, vem do tempo em que a riqueza era produto do trabalho escravo – e os escravos repetiam os movimentos que foram descobertos pela inteligência de alguém e durante séculos não foram aperfeiçoados.

– Enquanto a produção era governada pela força, e a riqueza era obtida pela conquista, não havia muito que conquistar. No entanto, no decorrer de séculos de estagnação e fome, os homens exaltavam os saqueadores, como aristocratas da espada, aristocratas de estirpe, aristocratas da tribuna, e desprezavam os produtores, como escravos, mercadores, lojistas – industriais. Para a glória da humanidade, houve, pela primeira e única vez na história, uma nação de dinheiro – e não conheço elogio maior aos Estados Unidos do que esse, pois ele significa um país de razão, justiça, liberdade, produção, realização. Pela primeira vez, a mente humana e o dinheiro foram libertados, e não havia fortunas adquiridas pela conquista, mas só pelo trabalho, e ao invés de homens da espada e escravos, surgiu o verdadeiro criador da riqueza, o maior trabalhador, o tipo mais elevado de ser humano – o self-made man – o industrial americano. Se me perguntarem qual a maior distinção dos americanos, eu escolheria – porque ela contém todas as outras – o fato de que foram os americanos que criaram a expressão “fazer dinheiro”. Nenhuma outra língua, nenhum outro povo jamais usara estas palavras antes, e sim “ganhar dinheiro”; antes, os homens sempre encaravam a riqueza como uma quantidade estática, a ser tomada, pedida, herdada, repartida, saqueada ou obtida como favor. Os americanos foram os primeiros a compreender que a riqueza tem que ser criada. A expressão ‘fazer dinheiro’ resume a essência da moralidade humana. Porém foi justamente por causa desta expressão que os americanos eram criticados pelas culturas apodrecidas dos continentes de saqueadores.

– O ideário dos saqueadores fez com que pessoas como o senhor passassem a encarar suas maiores realizações como um estigma vergonhoso, sua prosperidade como culpa, seus maiores filhos, os industriais, como vilões, suas magníficas fábricas como produto e propriedade do trabalho muscular, o trabalho de escravos movidos a açoites, como na construção das pirâmides do Egito. As mentes apodrecidas que dizem não ver diferença entre o poder do dólar e o poder do açoite merecem aprender a diferença na sua própria pele, que, creio eu, é o que vai acabar acontecendo. Enquanto pessoas como o senhor não descobrirem que o dinheiro é a origem de todo bem, estarão caminhando para sua própria destruição. Quando o dinheiro deixa de ser o instrumento por meio do qual os homens lidam uns com os outros, os homens se tornam os instrumentos dos homens. Sangue, açoites, armas – ou dólares. Façam sua escolha – não há outra opção – e o tempo está esgotando.

As conclusões a partir deste discurso são muitas, mas a certeza é de que a mentalidade a que devemos seguir, sem dúvida, é a ideia de “fazer dinheiro”, e melhor do que isso, “gerar riquezas”, somente assim se alcança os valores aos quais encontraremos nossas alegrias.

A Internet e as Mídias Sociais como Ferramenta para as Empresas

O artigo abaixo foi escrito em conjunto com Mirian Quadros para a Revista Stampa de Ijuí:

Estar presente virtualmente na internet, hoje, é requisito básico para qualquer um. Seja um adolescente em contato com a turma de amigos, um profissional em busca de oportunidades ou uma avó matando a saudade de netos distantes. A internet, especialmente através dos sites de relacionamento, permite uma participação mais democrática e ativa dos usuários na rede. Oportunidade que também é e deve ser explorada por empresas, sejam elas micro, pequenas, médias ou grandes. Todos têm espaço e voz na rede, inclusive de forma gratuita, basta ter criatividade e disposição.

De acordo com dados do Ibope, publicados em outubro do ano passado, o Brasil já soma 41,6 milhões usuários ativos na internet. Considerando o uso da rede em todos ambientes, como trabalho, residências, escolas, lan houses, bibliotecas e telecentros, o número sobe para 67,5 milhões. Outra pesquisa, desta vez da empresa de consultoria digital E.Life, revela que 47% dos brasileiros passa mais de 40 horas semanais na internet. Destes, 63,2% estão conectados no Twitter, 44,7%, em blogs, e 28,8%, no Orkut. Números como esses – que a cada dia crescem – são um dos principais argumentos para a inserção de empresas no ambiente virtual. Estar presente na internet é essencial. Fazer um bom uso dos espaços virtuais de comunicação é um importante diferencial competitivo.

“Hoje, qualquer empresa precisa estar presente na internet, mas não necessariamente através de um site”, observa Cledison Eduardo Fritzen, diretor da 13 Bits, empresa ijuiense de desenvolvimento de sites. Para ele, ainda há uma visão entre muitos empresários de que para se considerar inserida no mundo virtual, basta que a empresa crie um site institucional e o mantenha on-line. “Ainda há uma compreensão de que basta ter um site, apenas por ter, apenas para estar na internet. No entanto, é preciso que os empresários mudem essa visão e pensem no site como uma ferramenta”.

Web 2.0 – Para conseguir entender as oportunidades e as formas de explorar a internet para os negócios, é preciso antes entender a internet hoje. Com o desenvolvimento das tecnologias digitais o mundo experimenta a chamada Web 2.0, em que a maior parte do conteúdo disponível na rede não é gerada por grandes empresas de comunicação e tecnologia e, sim, por usuários comuns. Esse novo cenário colaborativo justifica o sucesso de sites como o Wikipedia, o Orkut, o Youtube e mais recentemente o boom do Twitter. O usuário da internet hoje não quer apenas obter informações na rede, ele quer opinar, que fornecer informações, quer ser visto e ouvido.

Cledison também lembra outro fator importante: as novas gerações de consumidores. “Os jovens hoje com 17, 18 anos cresceram em meio a essas novas tecnologias, num ambiente on-line. Eles usam a internet diariamente, para tudo, inclusive para tomar decisões de compra”. Ter em vista estes jovens e as futuras gerações como públicos-alvo da empresa requer uma estratégia de comunicação que fale a língua deles. E essa linguagem é a da internet.

Relacionamento e informação – Para Cledison, interagir com o usuário e oferecer conteúdo relevante são os principais segredos para garantir uma presença qualificada na internet. Segundo ele, é preciso ver a rede não apenas como mais um espaço exclusivo para vendas. “A internet é o lugar ideal para criar um relacionamento com o cliente, para fortalecer a marca. A venda será uma conseqüência disso”. Por isso, a regra número um é não focar a presença da empresa na web apenas na divulgação de produtos. Oferecer conteúdo interessante e canais de comunicação com o usuário são formas mais eficazes de atrair e manter clientes fiéis à empresa. Artigos, notícias, links para outros sites são opções para quem quer atrair internautas para sua página.

Ouvir as pessoas é outro segredo de sucesso na web. Para isso, as redes sociais são o caminho mais fácil. Manter perfis no Orkut, no Facebook e Twitter – hoje os sites mais populares – são alternativas fáceis e que não têm custo. Dependem apenas da disponibilidade e da criatividade do empresário para explorar as redes da melhor forma. “A participação das empresas, especialmente do interior, ainda é fraca. Falta maturidade”. Para Cledison, no Orkut, por exemplo, a inserção das empresas ainda se limita ao envio de spams, mensagens massificadas, enviadas para muitas pessoas, ou então apenas à divulgação dos produtos e promoções. “Se as empresas querem valorizar sua participação no Orkut deveriam ouvir seus clientes e seguidores, deveriam valorizar as pessoas e não apenas buscar a venda”.

Outra questão fundamental é a atualização. “Mais de 90% das empresas que têm site na internet, não o mantêm atualizado”, revela Cledison. Essa falha joga por água a baixo todo o esforço e investimento de construção de um website. “O usuário da internet hoje é dinâmico. Por isso as mídias sociais fazem tanto sucesso, porque oferecem informações novas constantemente. Quando o internauta visita um site e encontra conteúdo desatualizado ele dificilmente voltará”.

Site ou redes sociais? – Definido o ingresso no meio digital, é preciso definir de que forma a empresa estará presente na rede. Investir num site ou optar por aderir aos sites de relacionamento? Para Cledison, o meio não é o mais importante, e sim a forma como a ferramenta será explorada. Criar uma página da empresa e atualizá-la constantemente com conteúdos que sejam interessantes aos usuários, com serviços úteis e eficientes, pode trazer resultados positivos, tanto quanto estar presente em uma rede social.

Os blogs também são alternativas a serem levadas em conta. De fácil acesso e administração, é uma ferramenta direta para comunicação e, com postagens freqüentes, atende ao caráter de dinamicidade exigido pelos internautas. Abrindo-se a opção de permitir comentários nas postagens, se oferece também o canal de interação e relacionamento com o usuário, permitindo a ele também opinar sobre as informações.

Já para aqueles que preferem ingressar nas redes sociais, é importante estar em uma ou mais redes populares. Criar perfis, mantê-los atualizados e ter em mente como objetivo principal o relacionamento com o cliente e só mais tarde a venda.

“A internet é uma ferramenta que dá muito poder ao usuário. Hoje, no espaço virtual, pequenas empresas podem ter mais acessos que uma grande empresa, só depende da criatividade”. Ingressar na rede mundial de computadores é um investimento que não gera um custo alto para a empresa e pode ser uma excelente estratégia de marketing. Para Cledison, a internet é um meio democrático, que coloca o sucesso e os melhores resultados nas mãos de quem sabe utilizar o meio, de quem sabe inovar e criar.

Opções de Mídias Sociais:

Facebook: É hoje a maior rede social do mundo, com mais de 600 milhões de usuários em todo o mundo. Permite a criação de perfis individuais, mas também páginas ou comunidades para grupos, organizações e empresas. Destina espaço para mensagens, fotos, vídeos e permite a vinculação com o Twitter.

Orkut: Afiliada ao Google, é a rede social preferida dos brasileiros. Tem como foco principal os relacionamentos. Permite a criação de perfis para empresas, com os mesmos recursos dos perfis pessoais, com postagens de fotos, vídeos e envio de mensagens.

Twitter: É um microblog, utilizado por mais 175 milhões de pessoas em todo mundo. A partir da criação de um perfil, essa rede social permite a postagem de mensagens curtas (com até 140 caracteres), inclusive com links para páginas, fotos ou vídeos. Seguidores podem responder e encaminhar as mensagens para outros seguidores.

Youtube: É o maior site de compartilhamento de vídeos do mundo. Permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital, além de possibilitar a disponibilização dos vídeos para postagem em blogs e outros sites.

Formsprig: Uma grande entrevista coletiva. Assim já foi definido o Formspring.me, rede social que permite que os usuários recebam perguntas de outros usuários ou de pessoas não cadastradas. As perguntas são enviadas para a caixa de entrada, de onde o usuário pode escolher entre respondê-las ou excluí-las.

Linkedin: É uma rede social para profissionais, interessados em fazer negócios. Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem se cadastrar e manter conexões. É bastante usada para busca de oportunidades no mercado de trabalho e contratações.

Flickr: Pertencente ao Yahoo, é um site de hospedagem e partilha de imagens fotográficas. Permite a criação de álbuns para armazenamento de fotografias, que podem ser visualizadas, classificadas e comentadas pelos usuários.

Tumblr: É uma plataforma de blogging que permite aos usuários publicarem textos, imagens, vídeo, links, citações e áudios. Os usuários são capazes de seguir outros usuários e ver seus posts em seu painel, podendo opinar e divulgar outros blogs.

Foursquare: é uma rede social e de microblog permite aos usuários indicar onde se encontra e procurar por contatos que estejam próximo desse local.

Broukin: rede social que está sendo desenvolvida pela 13 Bits de Ijuí, é focada no relacionamento entre Empresas, seus clientes e sociedade em geral. Empresas podem criar perfil e compartilhar informações, seus produtos e serviços e interagir com pessoas conectadas.

Slides – Presença das Empresas nas Redes Sociais

Na Feira do Empreendedor 2010, promovida pelo SEBRAE do Rio Grande do Sul, tive a oportunidade de apresentar um painel com o tema “Presença das Empresas nas Redes Sociais”. Falei sobre o cenário atual de Internet, o que nos trouxe até este turbilhão de mudanças, o perfil dos usuário na web, principalmente os jovens, como as empresas podem se inserir de forma qualificada no mundo das mídias sociais, a importância do conteúdo, qual a postura que as empresas devem ter e os caminhos e estratégias a serem seguidas.

Presença das Empresas nas Redes Sociais – Palestra Feira do Empreendedor RS – 2010

Recomendo também este vídeo do Waldez Ludwig, onde ele fala sobre inovação e criatividade, os princípios que devemos ter para gerar inovação de fato, agregando valor a sociedade:

Slides – Midias sociais, tecnologia, internet e inovação

Está difícil de alcançar a regularidade de textos aqui no Blog. Ainda falta a disciplina e o hábito de escrever com frequência.

Bem, aproveito para compartilhar slides de uma palestra apresentada para empresários da área de tecnologia em Ijuí e região.

Nesta palestra foram abordados os temas: mídias sociais e o impacto que estas ferramentas tem causado na sociedade, como os sujeitos e empresas podem fazer parte destas mudanças e as tendências nas áreas de tecnologia e principalmente mídias sociais.

Vídeo criado pelo Reclame Aqui que trata das mudanças nas empresas devido ao novo perfil que consumidores:

A internet mudando o comportamento das pessoas e organizações

Por toda a evolução da humanidade, passamos por longos períodos de extenuação e também por períodos de drásticas e relevantes mudanças, estes últimos, moldaram a sociedade contemporânea em que vivemos. Nos momentos mais importantes ao longo da história, entre os que geraram maiores mudanças, é notável a presença ou surgimento de mecanismos que contribuem para melhoria na forma de comunicação e interação entre a sociedade, podemos citar o surgimento de qualquer forma de linguagem ou idioma, criação da palavra escrita, renascimento e vários outros.

Com as recentes tecnologias, e através delas o surgimento da Internet, é inegável que estamos vicenciando no mundo um período de intensa revolução da informação e comunicação. Não há precedentes para tal revolução, hoje a tecnologia possibilita a qualquer sujeito o acesso instantâneo a todo tipo de informação e ainda permite às pessoas compartilhar conteúdo e se relacionar com pessoas em todos os locais do mundo. Além disso, as pessoas passaram a ter mais poder e voz para se expressar e manifestar suas ideias.

A tecnologia é hoje uma ferramenta ou um meio que conduz a humanidade para mundanças consideráveis nas formas de ação e interação entre os membros da sociedade. Através da Internet tudo se conecta a todos, e os atores deste cenário somos nós, os cidadãos. Em 2011 temos 1,8 bilhões de usuários na Internet, número que vem crescendo continuamente. Além do número de usuário, a tecnologia também vem mudando o comprotamento das pessoas, os sujeitos são ávidos na busca e consumo de informação e também buscam contribuir e interagir neste mundo paralelo chamado Internet.

A Internet se consolida cada vez mais como um eficiente canal de comunicação entre pessoas-organizações-pessoas. Instituições que exploram a Internet em sua potencialidade melhoram seus resultados e aumentam seus lucros. Atualmente, é imprescindível a qualquer tipo de organização possuir algum tipo de inserção na Internet. Mas, além disso, estas entidades precisam estas preparadas para se relacionarem com a sociedade através da internet.

Portanto, podemos concluir que o comportamento das pessoas vem mudando com a Internet, os “internautas” buscam enriquecer suas experiências enquanto sujeitos e melhorar sua qualidade de vida através da rede. As entidades que souberem oferecer a estas pessoas o que elas buscam, e souberem se beneficiar disso, estarão em destaque. No segmento das organizações, as empresas que se adaptarem melhor e mais rápido ao conjunto de mundanças da sociedade, irão se sobressair.